domingo, 14 de novembro de 2010

A Luz

Estou em uma escuridão sem fim, se assimila a um túnel que nunca chaga ao fim, sem luz sem ar, tenho um ataque claustrofóbico, me sinto sufocado. Olho para os lados mas não consigo enxergar nada, absolutamente nada.
Fecho os olhos e os abro novamente na esperança de que possa ver apenas um ponto de luz, como uma única estrela no céu negro, como a luz de um navio ao horizonte, quando se acha que tudo está perdido.
Minha vida está se resumindo a escrever o que sinto, me expressando com as palavras que me vem a mente. Em meio a uma vida obscura me aparece a luz que tanto procuro, vejo aquela luz e minha vista estremece de uma alegria profunda, e percebo que toda agonia está prestes a acabar, saio correndo loucamente em direção àquele pontinho de luz ao longe, e ele cada vez vai ficando mais próximo de mim, e quando estou chegando à luz, tropeço em uma pedra que não consegui ver por causa da escuridão, e assim fico desiludido e desisto da minha procura, me esqueço do meu objetivo e acostumo-me com a escuridão vivendo nela permanentemente.

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