De copo em copo alimento os desejos da carne, meu corpo exige que eu me alimente de mais um pouco de conhaque. Sacio o meu corpo de depravação, mas ninguém sabe o que se passa em meu coração, assim vou enchendo de fumaça os meus pulmões. A cada trago uma frustração, a cada cigarro desfragmento meus sentimentos.
Vivo no lado depravado da vida, uso isso de desculpa para explicar a sua ida. Palavras e mais palavras surgem depois de uma dose do elixir dos Poetas. Um copo de bebida me faz ver com outros olhos a vida, uma coisa utópica, meio que surreal.
Desconhecedor da verdade crio minha própria realidade, um mundo vivo é a teoria que sigo, um lugar de pessoas sinceras, felicidade formando uma atmosfera.
Onde foi parar a flor? Onde foi parar o amor? Acho que o aprisionamos em uma cela bem pequena quase esquecida, mas a esperança não acabou pois ele ainda habita dentro de nós, só precisamos cultivá-lo e moldá-lo.
Oh existência leviana, de vivencias insanas, sou um inútil nessa vida fútil. Não sei minha missão, minha designação. Minha sina é não amar ou apenas não quero me entregar, e assim seguir. Me sinto como uma bomba-relógio e a qualquer momento posso explodir e deixar de existir.
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